
A destruição criativa na era da inteligência artificial: por que o público pode se tornar mais exigente com filmes, jogos e conteúdos digitais
A popularização da inteligência artificial generativa inaugura uma nova etapa da transformação digital: produzir textos, imagens, vídeos, músicas e até protótipos de jogos tornou-se mais acessível. Ferramentas como o ChatGPT e os sistemas de geração audiovisual reduzem barreiras técnicas e permitem que equipes menores desenvolvam projetos antes restritos a grandes estúdios e empresas. Essa mudança pode acelerar a chamada destruição criativa — processo econômico no qual novas tecnologias e modelos de negócio transformam mercados, substituem atividades existentes e abrem espaço para novas formas de produção. O efeito, porém, vai além da redução de custos. À medida que aumenta a oferta de conteúdos digitais, a atenção do público se torna um recurso ainda mais disputado. Uma hipótese relevante é que a abundância de materiais produzidos com IA leve parte dos consumidores a valorizar mais a originalidade, a coerência narrativa, a qualidade artística e a autenticidade. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) analisa como a IA generativa pode ampliar a produtividade, estimular a inovação e reduzir barreiras de entrada, embora seus resultados dependam da tarefa e da colaboração entre pessoas e tecnologia. A análise está disponível no estudo











