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Notícias de Tecnologia & Inovação

Avanços em Inteligência Artificial, transformação digital, cibersegurança, ecossistema de dados, softwares, hardwares e os impactos econômicos e operacionais da tecnologia no futuro das indústrias.

Conteúdos da editoria Tecnologia & Inovação

Nova tecnologia de visão 3D busca tornar robôs humanoides mais úteis no mundo real — Tecnologia & Inovação
Tecnologia & Inovação14 de out. de 20264 min

Nova tecnologia de visão 3D busca tornar robôs humanoides mais úteis no mundo real

Uma nova tecnologia apresentada na China pretende ajudar a superar um dos desafios da robótica moderna: permitir que máquinas compreendam melhor o ambiente físico e realizem tarefas úteis fora de demonstrações controladas. Em 14 de outubro de 2026, a empresa chinesa Hesai Group apresentou a Kosmo, uma tecnologia de mapeamento espacial tridimensional desenvolvida para coletar dados que podem ser utilizados no treinamento de sistemas de inteligência artificial aplicados à robótica. A novidade foi noticiada pela Reuters.

OpenAI e Broadcom avançam no desenvolvimento de chips próprios para inteligência artificial — Tecnologia & Inovação
Tecnologia & Inovação14 de out. de 20265 min

OpenAI e Broadcom avançam no desenvolvimento de chips próprios para inteligência artificial

OpenAI e Broadcom avançam no desenvolvimento de chips próprios para inteligência artificial A iniciativa amplia a estratégia da OpenAI de controlar partes essenciais da infraestrutura de IA e busca melhorar a eficiência, o desempenho e a escala de seus sistemas. A corrida global pela inteligência artificial está entrando em uma nova fase: além de desenvolver modelos cada vez mais avançados, as empresas de tecnologia estão investindo em processadores próprios para reduzir gargalos computacionais e otimizar os custos de operação. Nesse cenário, a OpenAI e a Broadcom estão aprofundando uma colaboração estratégica para desenvolver chips especializados e sistemas de infraestrutura voltados à próxima geração de inteligência artificial. Em 24 de junho de 2026, as duas empresas anunciaram o Jalapeño, apresentado como o primeiro processador de inteligência desenvolvido pela OpenAI. O projeto representa um avanço importante na estratégia da companhia de integrar o desenvolvimento de modelos, software e hardware em uma mesma plataforma tecnológica

A inteligência artificial está mudando a produtividade das empresas — mas quem captura os ganhos econômicos? — Tecnologia & Inovação
Tecnologia & Inovação12 de out. de 20265 min

A inteligência artificial está mudando a produtividade das empresas — mas quem captura os ganhos econômicos?

A inteligência artificial generativa passou a integrar atividades como atendimento ao cliente, desenvolvimento de software, análise de dados, produção de documentos e suporte à tomada de decisões. Para as empresas, a promessa vai além da automação: trata-se de realizar determinadas tarefas em menos tempo, reduzir custos operacionais e ampliar a capacidade de produção. Entretanto, o aumento da produtividade não significa, automaticamente, que todos os participantes da economia serão beneficiados na mesma proporção. Os ganhos podem se transformar em margens de lucro maiores, preços menores, salários mais elevados, expansão dos negócios ou redução de determinadas despesas. A distribuição desses resultados depende das decisões empresariais, da estrutura dos mercados e da capacidade dos trabalhadores de negociar os benefícios gerados pela tecnologia. Uma pesquisa publicada pelo National Bureau of Economic Research (NBER), que analisou 5.179 profissionais de atendimento ao cliente, encontrou um aumento médio de aproximadamente 14% na produtividade dos trabalhadores com acesso a um assistente de IA. Os resultados, porém, variaram conforme a experiência e o nível de habilidade dos profissionais. O estudo demonstra um potencial concreto, mas não permite concluir que todas as empresas ou ocupações alcançarão resultados equivalentes. A questão econômica central, portanto, não é apenas quanto a inteligência artificial consegue produzir, mas quem transforma esse ganho de eficiência em renda, competitividade e poder de mercado.

A destruição criativa na era da inteligência artificial: por que o público pode se tornar mais exigente com filmes, jogos e conteúdos digitais — Tecnologia & Inovação
Tecnologia & Inovação12 de out. de 20266 min

A destruição criativa na era da inteligência artificial: por que o público pode se tornar mais exigente com filmes, jogos e conteúdos digitais

A popularização da inteligência artificial generativa inaugura uma nova etapa da transformação digital: produzir textos, imagens, vídeos, músicas e até protótipos de jogos tornou-se mais acessível. Ferramentas como o ChatGPT e os sistemas de geração audiovisual reduzem barreiras técnicas e permitem que equipes menores desenvolvam projetos antes restritos a grandes estúdios e empresas. Essa mudança pode acelerar a chamada destruição criativa — processo econômico no qual novas tecnologias e modelos de negócio transformam mercados, substituem atividades existentes e abrem espaço para novas formas de produção. O efeito, porém, vai além da redução de custos. À medida que aumenta a oferta de conteúdos digitais, a atenção do público se torna um recurso ainda mais disputado. Uma hipótese relevante é que a abundância de materiais produzidos com IA leve parte dos consumidores a valorizar mais a originalidade, a coerência narrativa, a qualidade artística e a autenticidade. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) analisa como a IA generativa pode ampliar a produtividade, estimular a inovação e reduzir barreiras de entrada, embora seus resultados dependam da tarefa e da colaboração entre pessoas e tecnologia. A análise está disponível no estudo

Chips de IA colocam Estados Unidos e China no centro de uma nova disputa tecnológica — Tecnologia & Inovação
Tecnologia & Inovação04 de out. de 20265 min

Chips de IA colocam Estados Unidos e China no centro de uma nova disputa tecnológica

A corrida pela inteligência artificial entrou em uma etapa em que os modelos e aplicativos já não são o único campo de disputa. Por trás do avanço da IA existe uma infraestrutura física cada vez mais estratégica: os semicondutores capazes de processar enormes volumes de dados. Os chips avançados se tornaram um dos principais pontos de tensão entre Estados Unidos e China. Ao mesmo tempo em que Washington tenta ampliar sua capacidade de fabricação doméstica e controlar o acesso chinês a determinadas tecnologias, empresas e governos estão aumentando investimentos para reduzir a dependência de poucos polos de produção.

Do app ao agente: como a inteligência artificial autônoma ameaça o modelo tradicional de software móvel — Tecnologia & Inovação
Tecnologia & Inovação23 de set. de 20265 min

Do app ao agente: como a inteligência artificial autônoma ameaça o modelo tradicional de software móvel

O avanço dos agentes autônomos de Inteligência Artificial marca uma transição estrutural no consumo de software e no ecossistema de dispositivos móveis. A substituição gradual da interação baseada em telas, telas sensíveis ao toque e navegação individual por aplicativo (app-centric model) por interfaces conversacionais e de execução em segundo plano (intent-centric model) altera a distribuição de tráfego, o engajamento do usuário e a monetização via anúncios digitais. Grandes plataformas de tecnologia e ecossistemas proprietários (iOS e Android) passam a intermediar o acesso aos serviços finais, desintermediando a relação direta entre as marcas e os consumidores.

A Velocidade dos Modelos de Fronteira e os Riscos da Corrida Tecnológica: O Dilema de Ritmo e Governança na Era da IA Avançada — Tecnologia & Inovação
Tecnologia & Inovação13 de set. de 20266 min

A Velocidade dos Modelos de Fronteira e os Riscos da Corrida Tecnológica: O Dilema de Ritmo e Governança na Era da IA Avançada

A aceleração contínua na corrida pelo desenvolvimento de modelos de fronteira (frontier models) de inteligência artificial levou a indústria de tecnologia a um ponto de inflexão crítico. O avanço exponencial na capacidade computacional e a competição geopolítica acirrada têm forçado os grandes laboratórios a encurtar os ciclos de validação e lançamento de novas arquiteturas, elevando o risco de falhas sistêmicas e perda de controle. Enquanto defensores da aceleração argumentam que adiar o avanço tecnológico prejudica o ganho global de produtividade e a soberania digital, líderes do setor alertam que a velocidade atual atropela os requisitos mínimos de alinhamento e engenharia de segurança. Em manifesto recente sobre os rumos do ecossistema tecnológico, Dario Amodei, CEO da Anthropic, ressalta que "se a desaceleração nos comprasse mesmo um ou dois anos extras antes que os modelos atingissem níveis críticos de capacidade, e usássemos esse tempo para avançar no alinhamento, poderíamos reduzir drasticamente o risco de que algo dê seriamente errado".

Inteligência artificial muda o trabalho: quais tarefas estão sendo automatizadas e quais continuam dependendo de pessoas? — Tecnologia & Inovação
Tecnologia & Inovação13 de set. de 20266 min

Inteligência artificial muda o trabalho: quais tarefas estão sendo automatizadas e quais continuam dependendo de pessoas?

A consolidação definitiva de ferramentas avançadas de inteligência artificial generativa, modelos preditivos de alta densidade cognitiva e agentes autônomos nos ecossistemas corporativos transformou permanentemente a dinâmica do mercado de trabalho global e brasileiro. O debate macroeconômico e institucional deixou de girar em torno de previsões especulativas de desemprego em massa para focar na reconfiguração granular das funções diárias, da arquitetura organizacional e dos modelos de negócio. Organizações de todos os portes e setores enfrentam o desafio estratégico de redesenhar fluxos operacionais inteiros, alocando capacidade computacional massiva para tarefas repetitivas, analíticas e de processamento de alta velocidade, ao mesmo tempo em que redefinem o papel central do capital humano em torno de competências de supervisão, pensamento crítico complexo, empatia relacional e tomada de decisão sob incerteza estrutural. Esse avanço tecnológico acelera a redefinição profunda da divisão do trabalho entre sistemas inteligentes e trabalhadores humanos. Enquanto a automação absorve operações baseadas em padrões previsíveis e manipulação de grandes volumes de dados não estruturados, o mercado corporativo passa a valorizar competências que exigem contexto social profundo, governança ética e julgamento multidisciplinar. Esse cenário impõe tanto a empresas quanto a governos e instituições de ensino a urgência de uma adaptação estrutural rápida, pautada por políticas públicas de requalificação profissional em larga escala e pela modernização urgente dos marcos regulatórios trabalhistas.